sábado, 15 de janeiro de 2011

domingo, 2 de janeiro de 2011

Quando você me esquece

Quando você me esquece
O poeta que sou
Chora versos
Sobre as flores,
Frágeis flores
Do nosso amor.

Tânia Martins - 22.10.2010

sábado, 13 de novembro de 2010

sábado, 23 de outubro de 2010

VELAS
Das velas, as chamas
já se extinguiram;
do barco, as velas
já não vejo mais;
espaços enormes
a serem preenchidos
e o presente a passar
não oferece cais.
Gaivotas voavam
enquanto eu me erguia
do sonho da febre da exaltação
do amor que eu pensei possuía
mas eram gaivotas
em vôos de arribação.
Tão longe, o barco
as velas um ponto
no infinito
de água e azul solidão.
Sem chamas, sem asas
somente o som aflito
das notas dolentes
de um violão.

Tânia Martins (LIVRO “VELAS” – 2000)

terça-feira, 14 de setembro de 2010

“Só queria que gotas do teu amor caíssem, como gotas de orvalho sobre a flor, no meu coração.”

sábado, 11 de setembro de 2010

DUBIEDADE

Dubiedade

Num quarto crescendo
num quarto minguando
num quarto escondendo
nem quarto nem canto
nem quando
desfolha a mágoa
destoa o encanto
descansa o cansaço
na pedra da rua
nem quarto de casa
nem quarto de lua
só sua
só pensa
relembra, repensa
memória sem falha
esmigalha
uma côdea de pão
entre os dedos
tão nus...
entre imaginação
e um buraco no chão.

Tânia Martins – velas.